Instituto Cultural do Vinho

O Mundo do Vinho está crescendo e se desenvolvendo a passos largos em todas as direções culturais e sócio econômicas. O vinho é arte, cultura, lazer e saúde. É o aconchego de um amor ou uma amizade. É a troca de informações e experiências. É nesse Mundo que o Instituto Cultural do Vinho trabalha as mais variadas histórias e formas de apreciar o Vinho através de palestras, cursos e consultorias, na busca da multiplicação de consumidores e apreciadores desta nobre arte. Arte que deve ser levada de forma simples e despojada para que seja ainda mais difundida e aceita por todos. O Vinho não é apenas status ou glamour, o Vinho é alquimia, conferido pelos deuses e transformado pelo trabalho dos homens.

Não se conhece o vinho sem conhecer a História e Cultura de cada país. Muitos necessitam de uma pequena ajuda para aprender mais, basta dedicação e trabalho.

Objetivos

O Instituto Cultural do Vinho tem por objetivo espalhar a cultura da Uva do Vinho para todos que desejam abrir seus conhecimentos para uma bebida que nos faz pensar e entender a História, a Geografia, a Política, a Economia e a Sociedade de cada país produtor. O Vinho deve ser tratado com alimento e satisfação, de forma simples e democrática, onde existem vinhos bons e ruins, caros e baratos, para todos os bolsos e gostos, precisamos tornar o vinho acessível.

Além dos aspectos culturais, o ICVinho tem por objetivo planejar ações que proporcionem um maior consumo de vinho em todo o território nacional através de treinamentos de equipes comerciais, seleção de vinhos e o cuidado com adegas particulares, tornando acessível toda e qualquer forma de conhecimento.

A rolha e o seu vinho ideal!

As rolhas originalmente são feitas de cortiça, mas devido as árvores estarem em extinção, percebemos na última década um crescente número de produtores utilizando produtos similares para substitui a tradicional rolha de cortiça.

Essa semana aconteceu um caso engraçado. A proprietária de um restaurante disse que um cliente devolveu o vinho por causa da rolha. Até aí, ok! Afinal, se a rolha estiver mofada, aparência defeituosa pode ser um problema para o vinho… Mas não era o caso! Só porque o vinho tinha atingido um pedaço da rolha, e longe, mas muito longe de chegar ao topo da rolha e vazar o vinho. Então resolvi escrever essa matéria para ajudar aos iniciantes no mundo do vinho sobre tal ocorrido… E junto vamos falar das rolhas em geral, o que tem no mercado, tendências e curiosidades.

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As rolhas originalmente são feitas de cortiça, mas devido as árvores estarem em extinção, percebemos na última década um crescente número de produtores utilizando produtos similares para substitui a tradicional rolha de cortiça. Foram criada as rolhas de aglomerado, as sintéticas, a de rosca e por final as de silicone. E aí? Que vinho pode levar qual?

Outro motivo pelo qual as rolhas de cortiça estão sendo substitiuidas, tem sido o TCA (tricloroanisol), um defeito que ocorre na rolha dando um gosto e cheiro desagradável, causado por um fungo que atacada a cortiça. Normalmente chamamos de “bouchonné” (francês), mas você pode ouvir por aí, “corked” (inglês), “con corcho” (espanhol) e “com rolha” (em português).

A decisão de substituir as rolhas tradicionais foi muito bem pensada e aceita mundo afora. Aqui no Brasil ainda existe resistência, talvez porque somos aprendizes do vinho e falta conhecimento quanto a necessidade e a importância de conservar a rolha para vinhos certos.

As rolhas tradicionais de cortiças são fundamentais para os vinhos de guarda, vinhos que pretendemos deixar anos e anos nas garrafas. As rolhas são porosas, e deixam o vinho quase respirar. O vinho, normalmente nesse caso, deve ser guardado deitado e com o tempo a tendência é ir molhando a rolha. E conforme os anos de guarda do vinho, os produtores escolhem o comprimento da rolha para a garrafa. O que não é legal acontecer é o vinho vazar do outro lado da rolha, ou seja, abrir o lacre da garrafa e ter vinho. Sendo assim, esse vinho pode ter entrado em contato com o ar externo e ter perdido suas características. Vejam bem, pode acontecer, mas é preciso provar o vinho e realmente sentir nos aromas e na boca se existem defeitos. Mas não é defeito a rolha apresentar marca de vinho a sua volta quando tiramos. Na verdade esse é o momento que o vinho está no seu melhor ano de maturidade. Com todos os meus anos de experiência e vinhos degustados, posso afirmar isso!

Oha essa foto aí embaixo! Peguei em um site da internet. O vinho é o 1989 Lynch Bages - Gran Cru Pauillac – Medoc – Bordeaux, e foi degustado em outubro de 2013! Tenho certeza eu não decepcionou a quem provou! (leia mais AQUI)

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Já essa rolha aqui apresenta mofo, e a possibilidade de está desagrável existe! Também é uma foto que peguei na internet.

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Então porque esse cliente no restaurante disse que o vinho não estava bom? Porque provavelmente ele está acostumado com a rolha sintética, que jamais deixará que isso ocorra, mas infelizmente, não é apropriada para vinhos de guarda. Sendo uma excelente escolha para vinhos jovens, frescos, brancos e roses que devem ser consumidos em pouco tempo.

As rolhas de aglomerado também servem para vinhos mais ligeiros e utilizam bastante para vinhos tintos jovens. Países do Novo Mundo como Argentina e Chile são grandes consumidores desse modelo.

As rolhas de rosca, são utilizadas em países com Austrália e Nova Zelândia, e chegam a Europa e outras terras. São as preferidas para vinhos do dia a dia, e realmente funcionam bem. São vinhos que não precisam de uma rolha, e eu particularmente prefiro a “Screw cap” que as sintéticas.

E por ultimo as de silicone que chamamos de “vino-lok”. Que tem sido utilizada há anos pelos Alemães, e é fácil de abrir. Mesmo assim, alguns produtores ainda alegam que pode trazer cheiros desagradáveis ao vinho. Ainda não vi no mercado brasileiro essa rolha e é esperar para tirar as conclusões!

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O mundo do vinho é isso, cheio de novidades misturadas ao tradicional. Temos que saber entender o “velho” e suas funções, e temos que aceitar e adaptar a realidade com as novidades do mercado!

Por Marcia Anholeti em Las Chicas de La Xampi

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